UNESP JABOTICABAL FAZ ESTUDO SOBRE DIGESTIBILIDADE DO SENEPOL

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Publicado em: 1 de agosto de 2016
UNESP JABOTICABAL FAZ ESTUDO SOBRE DIGESTIBILIDADE DO SENEPOL

A Bela Vista Senepol volta a contribuir com estudo da Unesp – Jaboticabal para validar os atributos da raça na pecuária de corte. O Projeto do Setor de Digestibilidade dentro do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual Paulista levou para o campus quatro touros, com o objetivo de avaliar o metabolismo ruminal dos animais.

O processo de números 2014/26047-6 e 2015/01147-7 abertos pela Fapesp, agência financiadora do projeto, é coordenado pela professora dra. Telma Teresinha Berchielli e encabeçado pelo doutor Elias San Vito. Ele contou que, após a compra dos touros, foi autorizada uma cirurgia para introdução de cânula ruminal na barriga dos animais. Essa cânula dá acesso ao material coletado para análise de metabolismo e avaliação de pH, concentração de ácidos, microbiologia de rúmen, entre outros dados que ainda estão em análise.

Touro Senepol usado em experimento na Unesp-Jaboticabal. (Fotos: Divulgação Unesp)

O estudo teve duas fases de experimento, iniciado em dezembro e finalizado em abril, no período das águas. O primeiro, recria de animais a pasto em dois grupos: um com suplementação mineral simples e outro com proteico-energético na ordem de 0,3% do peso corporal. A segunda fase submeteu os animais do experimento 1 a dietas de alto grão, confinamento com altos níveis de concentração, para última etapa do projeto foi submeter os touros à dieta de alta concentração em confinamento.“Usamos as três raças mais presentes hoje na pecuária de corte não com o objetivo de comparar uma com a outra, mas mapear esses grupos genéticos e mostrar ao produtor o que pode ser mais indicado para ele segundo o seu sistema de produção”, explicou Elias San Vito.

Com os dados coletados durante a prova, ele acredita poder tirar conclusões sobre o nível de adaptação nutricional da raça Senepol, constatando se o metabolismo dos touros tem alguma influência com o tipo de consumo e sua reatividade ao ambiente. “O que queremos saber é o que pode afetar o aproveitamento dos alimentos, a velocidade de consumo, desenvolvimento, período do dia em que eles mais consomem, que tipo de alimentos fazem diferença”, concluiu.

Ele informou que os dados do abate ainda não foram compilados e que oportunamente serão divulgados em publicação oficial.

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