Rusticidade e Resistência do Brasil para África.

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Publicado em: 5 de junho de 2010
Rusticidade e Resistência do Brasil para África.

Comitivas dos países africanos Congo, África do Sul, Gabão e Senegal visitaram criatórios importantes da raça, motivados pelo competente trabalho de melhoramento genético no Brasil, hoje detentor da melhor genética mundial da raça Senepol. E, sobretudo por encontrarem, após várias tentativas com outras raças importadas para seus países, a rusticidade e a resistência principalmente a mosca tsé-tsé, um parasita que compromete a produtividade (carne e leite) e é epidêmica também para os humanos.


Mosca Tsé-Tsé

Por ter em sua base genética o N’Dama (taurino milenar africano, base do plantel deste continente até os dias de hoje), o Senepol carrega em si genes resistentes à mosca, considerada o vilão da pecuária do continente africano. Várias tentativas foram utilizadas, com animais rústicos como os zebuínos para a produção de carne e leite, porém, sem sucesso, pois não tiveram a resistência necessária para sobreviverem e produzirem nas condições daqueles países, principalmente pela falta de resistência a mosca tsé-tsé.


Rebanho N’Dama – África.

No Gabão, já existe um projeto em andamento com excelentes resultados, onde o Senepol brasileiro foi utilizado via inseminação artificial nas matrizes N’Dama. Este projeto foi apresentado pelo Sr. Pierre Vandebeeck (Cônsul Honorário da Bélgica) que tem propriedades no Gabão. ‘O resultado surpreendeu a todos. Os produtos deste cruzamento com Senepol apresentou a resistência necessária a mosca tsé-tsé, além de imprimir uma rusticidade e uma padronização incomum perante os bovinos africanos’ explicou Sr. Pierre Vandebeeck.


Equipe técnica das fazendas no Gabão, Sr. Pierre Vandebeeck (Cônsul Honorário da Bélgica) e Manuel Ávila (Dir. Internacional da Alta Genetics).

 Na África do Sul, outro projeto semelhante ao feito no Gabão também vem surpreendendo com os resultados. O mesmo cruzamento Senepol x N’Dama apresentou além da resistência a mosca, uma produtividade fantástica, pois o rebanho N’Dama é um taurino de pequeno porte e, o Senepol fez com que o produto meio-sangue aumentasse o tamanho dos animais o que leva a uma produtividade maior. Além de serem dóceis, facilitando muito o manejo dos animais.  ‘A vaca N’Dama é pequena, a escolha pelo Senepol foi justamente pela resistência a mosca, e pelo peso ao nascimento ser baixo, facilitando os partos e o manejo’ explicou Sr. Nico Liebenberg.


Francois Snit, Conrad Pretoria, Nico Liebenberg e Ricardo Carneiro.

O Senegal tem interesse em por em prática estes projetos como apresentou o Sr. Allain Vallabriga, Cônsul Geral do Senegal no Brasil, em visita a Fazenda Baru (DF) juntamente com Thomas Lanzenberg investidor da agricultura e pecuária. ‘Os resultados positivos já apresentados no Gabão e África do Sul com a utilização da genética Senepol do Brasil nos dão confiança e credibilidade em iniciar o projeto no Senegal, já que o Senepol apresentou resistência à mosca e, sobretudo, contribuiu para a produtividade de carne e leite, base da alimentação da população ‘explicou Sr. Allain Vallabriga.
Na ocasião, também na Fazenda Baru, além da comitiva do Senegal, estava presente também a comitiva da República Congo (Brazzaville).

Ricardo Gianette (Faz. Baru) explicando sobre ‘pelo zero e bulbo capilar’ a comitiva.


Vistoria ao plantél de jovens doadoras Faz. Baru (DF).

Dando seqüência as visitas técnicas, a comitiva da República do Congo (Brazzaville) acompanhada pelo Sr. Franck Henouda, empresário e investidor, esteve presente nos criatórios Goud Senepol e Soledade Senepol (Uberlândia MG) onde membros da ABCB Senepol juntamente com criadores locais puderam apresentar informações complementares para que o projeto de exportação de sêmen, embriões e animais se inicie.


Sr. Franck Henouda explicando características do Senepol a Comitiva do Congo.

Assim como as demais delegações, a comitiva do Congo encontrou no Senepol a solução para a pecuária, também motivados pela resistência a mosca, peso ao nascimento, padronização, adaptação, precocidade, produtividade e rusticidade como explicou o Conselheiro Técnico do Ministério da Agricultura Sr. Leon Tati.


Sr. Mn. Rigobert Maboundou, Ricardo Carneiro (Pres. ABCB Senepol) e Sr. Leon Tati (Cons. Técnico).

Hoje, 100% do que é consumido pelo Congo (Brazzaville) de carne e leite é importado, o projeto que o Sr. Ministro da Agricultura Rigobert Maboundou propõe é diminuir esta balança comercial de importação e fazer com que o país inicie projetos de produção de alimentos, explicou o Sr. Aimé Clovis Guilond, Embaixador do Congo Brazzaville no Brasil.


Sr. Mn. Rigobert, Ricardo Carneiro, Sr. Leon, Gilmar Goudard e Sr. Aimé C. Guilond (embaixador).

‘Após mais de 30 anos de guerras civis e agora com emancipação política, temos condições de produzir, temos um clima favorável semelhante ao Pará aqui no Brasil e, com investimentos e subsídios governamentais, o país iniciará uma nova fase produtiva na agricultura’ explicou Sr. Mn. Rigobert Maboundou.


Sr. Ministro da Agricultura da República do Congo (Brazzville) Rigobert Maboundou.

‘Os acordos comerciais de interesses do País serão organizados, uma equipe será formada para acompanhar este projeto a campo e administrativamente, e os protocolos necessários serão feitos com rigor. Temos a certeza que será um trabalho árduo, porém de grandes resultados operacionais e humanos’ explicou o Advogado da Corte do Congo na França Sr. Seyni Loum.


Carlos Jr, Sr. Seyni Loum, Gustavo Vieira, Gilmar Goudard, e Sr. Leon Tati.

Os resultados positivos apresentados e provados já existentes no Gabão e África do Sul com a utilização do Senepol fizeram com que as comitivas do Congo e do Senegal tivessem ainda mais certeza (após os vários estudos feitos anteriores as visitas) de que o Senepol será a raça que formará esta nova fase de produtividade em seus países.


Comitiva da República do Congo e membros da ABCB Senepol.

Senepol, o taurino adaptado aos trópicos, com a rusticidade e resistência necessária para a produção de carne e leite nas condições das regiões africanas. Sem dúvida nenhuma, os trabalhos desenvolvidos pelos criadores e Associação no Brasil fizeram e fazem com que esta raça, a cada dia, mude conceitos e produza resultados.

 

 

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