Rusticidade do Senepol atrai criadores do Norte do Brasil

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Publicado em: 28 de outubro de 2016
Rusticidade do Senepol atrai criadores do Norte do Brasil

 

O Norte do Brasil está entre as regiões com maior rebanho bovino. A cidade de São Félix do Xingu, no Pará, lidera o ranking nacional com um efetivo de 2,213 milhões de cabeças, segundo dados da pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2014. Dos 20 municípios com maiores planteis, 6 ficam no Norte. Para que a região continue entre as maiores produtoras de carne, os criadores vêm buscando raças capazes de manter a produtividade mesmo nas condições climáticas da região, de altas temperaturas, e dentro do sistema extensivo de pastagem.

 

Uma das raças introduzidas no Norte do país nos últimos anos e que vem apresentando ótima adaptabilidade e produtividade é a Senepol. Por ser um taurino adaptado, nem todos acreditaram que esses animais de pelo vermelho pudessem resistir à pecuária extensiva e o clima da região. “Para aguentar as condições climáticas da região tem de ser uma raça muito bem adaptada, como o zebu. Não acreditava no Senepol, pois imaginava ser um modismo na pecuária, mais um taurino que não conseguiria sobreviver, mas, depois de 8 anos observando a produção das vacas Senepol, mudei de opinião. É realmente uma taurina adaptada com touros capazes de cobrir vaca a campo.”, diz o médico veterinário e diretor técnico da área de bovinos de leite do Sindicato Rural de Araguaína, Juliano Franco de Souza.

Juliano Franco de Souza

 

Pioneiro na área de reprodução na região Norte, Franco destaca a rusticidade como um dos grandes diferenciais da raça. “A maioria dos pecuaristas não trabalha com inseminação artificial e, portanto, é fundamental ter na propriedade touros rústicos, que consigam andar por longas extensões para cobrir a vacada. O reprodutor Senepol provou que está bem adaptado à região Norte.”, assegura Franco, que é proprietário do laboratório Brio Embryo, único que trabalha com fecundação in vitro no Estado do Tocantins, atendendo também o mercado externo.

A capacidade do Senepol de ser produtivo mesmo em climas quentes vem sendo aprimorada desde sua origem, na ilha caribenha de Saint Croix, Ilhas Virgens Americanas. Nos anos de 1800, bovinos da raça taurina N´Dama, foram importados do Senegal, Oeste africano, para a Saint Croix. É uma raça mais resistência ao calor, aos insetos, aos parasitas e às doenças. Em 1918, foram iniciados os cruzamentos com a raça Red Poll, com o intuito de melhorar a habilidade materna, a fertilidade e dar um caráter mocho aos animais. Esta mescla de Red Poll com animais N´Dama teve relativo sucesso para fundar a base da raça Senepol. Atualmente, o Senepol pode ser encontrado ao redor do mundo em vários países, dentre os quais destaque para: Argentina, Austrália, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Equador, Filipinas, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, República Dominicana, Venezuela, Zimbabwe e Brasil, que detém hoje, passados apenas 15 anos, o maior e melhor rebanho do mundo da raça.

Fotos: divulgação/laboratório Brio Embryo

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