Raça Senepol é avaliada pela Universidade Federal de Uberlândia – Revista InteRural

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Publicado em: 27 de junho de 2013
Raça Senepol é avaliada pela Universidade Federal de Uberlândia – Revista InteRural

O processo de evolução é algo natural, tanto na sociedade como nos reinos animais ou vegetais. A acomodação ao meio está relacionada diretamente ao progresso. É a adaptação às mudanças que definem os modelos de sobrevivência.

Charles Darwin, naturalista britânico, foi um dos primeiros a falar sobre adaptação e especialização dos seres vivos. Esse processo, denominado seleção natural, é resultado da adaptação de determinados indivíduos ao ambiente, frente a outros não adaptados e também no surgimento de novas espécies.

Com proposta similar à da seleção natural, no entanto com a condução humana determinando características desejáveis em determina espécie, a seleção artificial vem ganhando espaço na pecuária moderna. Essa seleção representa a adição de novos conceitos relacionados à habilidade animal em servir as necessidades humanas, aos padrões naturais de habilidade para sobreviver e reproduzir-se. Através de estudos científicos, combinações gênicas, apuração de características animais e aplicação de tecnologia, o produtor rural tem apresentado resultados condizentes com os investimentos e o mercado. A maioria das características econômicas que interessam ao produtor são quantitativas e passíveis de medição. O que significa dizer que a seleção é uma ferramenta que o criador deve lançar mão para conseguir uma melhor produção de novilhos precoces.

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Visando a bons resultados no campo e na seleção de animais de alta qualidade, em produção de genética para desenvolvimento de rebanho de ponta, os testes de performance são realizados em todas as cadeias produtivas. Eles consistem na avaliação dos principais aspectos que o pecuarista deve considerar na seleção de gado de corte. As características morfológicas e fisiológicas são medidas e traçadas após o período de avaliação. Dessa maneira, é feita a identificação e classificação dos melhores genótipos e são elaborados índices e padrões de seleção, baseados em ponderadores específicos para cada característica fenotípica, contemplada na avaliação.

Localizada na cidade de Monte Alegre de Minas, a Fazenda Tufubarina Senepol é palco da realização do Teste de Alta Performance Tufubarina. Durante os meses de maio e novembro são feitas avaliações de animais jovens da raça. Uma realização da Tufubarina Senepol e Alta Genetics, com chancela da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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São onze criatórios participantes, divididos entre os Estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. A raça Senepol está presente em 14 Estados brasileiros, somando 161 associados e com rebanho estimado em 21 mil animais.

Durante os testes, serão avaliados animais jovens – machos e fêmeas em regime de confinamento, com a mensuração das seguintes características: peso e ganho, características de carcaça avaliadas por ultrassonografia (área de olho de lombo, acabamento e marmoreio), altura do posterior, biótipo animal, precocidade sexual e fertilidade em fêmeas (tônus uterino, desenvolvimento ovariano e quantidade folicular), além de perímetro escrotal e avaliação andrológica nos machos.

Após o período de avaliação, para a identificação e classificação dos melhores genótipos serão elaborados dois índices de seleção, baseados em ponderadores específicos para cada característica fenotípica contemplada na avaliação. Os animais serão classificados em Elite, Superior, Regular e Inferior, conforme o desvio padrão do grupo, em referência ao Índice de Seleção do Teste de Performance (Índice de Touros Jovens Senepol e Índice de Fêmeas Jovens Senepol).

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Alavancar as características e as potencialidades da raça através de avaliações comprovam cientificamente os radicais que podem ser explorados de um animal. Para Gustavo Rezende, diretor da fazenda Tufubarina Senepol, a identificação de animais superiores oferece vantagens tanto para o taurino quanto para os criadores envolvidos no projeto. “Reconhecer as tomadas de decisão em relação aos acasalamentos, manejo… enfim, todo o processo que envolva a administração dos animais permite ao criador controle do seu negócio”, relata.

Gustavo ainda conta que o primeiro teste realizado na fazenda foi no ano de 2012 e que, devido aos bons resultados, abriram-se as participações. “Foi exatamente o sucesso desse primeiro teste que nos permitiu convocar alguns criatórios para participar conosco dessa segunda edição.”

Através de critérios científicos, a Alta Performance Tufubarina tem como avaliador a UFU, que trabalha de forma coerente, concedendo aos dados confiabilidade e imparcialidade, por se tratar de um órgão de pesquisa.

Serão diversos índices na busca do animal mais harmonioso: fatores como o ganho de peso, altura de posterior, avaliação de carcaça, tipo, precocidade sexual e fertilidade são os principais aspectos avaliados. O manejo será o mesmo de um confinamento comum: seis refeições ao dia, de uma dieta que imita uma pastagem de qualidade.  A intenção, o ganho de peso: 1,2 kg/dia para os machos e 1,0 kg dia para as fêmeas.  As avaliações reprodutivas serão feitas em animais de 12 e 13 meses, com um grupo contemporâneo de diferença de 60 dias de nascimento.  Mensalmente, medir-se-á o ganho em peso e a circunferência escrotal nos machos, e nas fêmeas, dois ultrassons para a avaliação de precocidade sexual e quantidade folicular.

Os relatórios de desempenho serão emitidos pela equipe técnica da UFU, responsável pela avaliação, no dia 25 de novembro de 2013.

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