Aplicação correta do brinco de identificação evita problemas de infecção ou perdas

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Publicado em: 14 de dezembro de 2018
Aplicação correta do brinco de identificação evita problemas de infecção ou perdas

Na raça Senepol, os brincos fazem parte do sistema de identificação individual previsto pelo Serviço de Registro Genealógico, juntamente com a marcação a fogo. “O brinco garante maior segurança quanto à correta identificação dos animais, pois traz um código que é único dentro do rebanho, ou seja, não haverá outro bovino com o mesmo código na fazenda”, assegura o superintendente Técnico da ABCB Senepol, Celso Menezes. Atualmente, o banco de dados da entidade já conta com quase 100 mil animais registrados e devidamente identificados.

Cuidados no momento da aplicação dos brincos evitam perdas ou problemas de infecção. O índice de perdas aceito pelo ICAR, comitê internacional que avalia os sistemas de identificação para animais, é de até 3%. Portanto, se na sua propriedade as perdas forem acima desse percentual, está ocorrendo alguma falha nos procedimentos de aplicação ou o brinco não é de boa qualidade. Na hora de comprar o produto, prefira os de maior flexibilidade, com formato que diminua o risco de enroscar em cercas e arbustos, mais resistentes à radiação solar, com números ou letras com boa impressão e que não apaguem com o tempo.

A aplicação correta também influi na durabilidade do brinco identificador, assim como os cuidados com a higiene para evitar infecções futuras. A recomendação é fazer a higienização correta das mãos e dos equipamentos antes de aplicar os brincos. Para evitar riscos de bicheiras ou inflamações, é preciso utilizar pastas repelentes de moscas (unguento) nas bases de ambas as partes (“macho e fêmea”) dos brincos, mantendo uma camada desse produto entre o brinco e a orelha do animal. Outra dica é aplicar o brinco preferencialmente nos períodos mais secos e frios do ano, para evitar que a umidade favoreça o aparecimento de infecção. Se for no período das chuvas, utilize preventivamente um antiparasitário

Segundo o manual “Boas Práticas de Manejo – Identificação”, produzido pela UNESP Jaboticabal, após a aplicação é necessário realizar inspeções periódicas para monitorar eventuais problemas e tomar ações para resolvê-los o quanto antes. “As inspeções devem ser frequentes nos primeiros 15 dias após a aplicação dos brincos (se possível, diariamente) e, também, quando há maior risco de infestação (quando faz muito calor e a umidade do ar é alta, em locais com alta ocorrência de moscas e quando o brinco for aplicado muito próximo à cabeça do animal)”, indica o manual.

Aplicação correta- O brinco deve ser posicionado na parte central da orelha e entre as duas nervuras principais. Não aplique nas pontas, nas partes de baixo ou de cima, e nem sobre as nervuras. O espaçamento entre as partes “macho” e “fêmea” do brinco deve ser de oito mm, para que haja uma boa ventilação no local da aplicação. Eles devem girar livremente na orelha do animal.

Cuidado ao posicionar o alicate aplicador na orelha porque, se houver alguma falha na contenção do animal, o fechamento do brinco pode ocorrer fora da orelha. Outro risco é rasgar a orelha do animal. Todo o procedimento deve ser feito com calma para garantir a aplicação correta e evitar o sofrimento do animal e prejuízos com futuras perdas.

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