Analise a eficiência alimentar no rebanho Senepol e amplie os lucros

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Publicado em: 7 de outubro de 2014
Analise a eficiência alimentar no rebanho Senepol e amplie os lucros

Quanto mais eficiente for o animal, mais ele consegue produzir com a mesma quantidade de alimento

Com a demanda de carne cada vez maior, seja pelo consumo no mercado interno ou mesmo pela exportação, a necessidade de possuir um plantel eficiente é o principal requisito para otimizar a produção e atender a procura. A primeira escolha que o pecuarista deve fazer é selecionar um animal adaptado com as condições tropicais aqui existentes. Outro passo importante é utilizar, dentre a raça escolhida, os animais que desempenham maior eficiência alimentar.

Na seleção da raça de corte, a que apresenta características significativas de adaptabilidade é o Senepol, o taurino tropical com pelo zero, rusticidade, precocidade, alta libido, dentre outras vantagens. O item adicional, referente à eficiência alimentar, responsável pela obtenção de resultados positivos no criatório, de acordo com a professora doutora Carina Ubirajara, em palestra ministrada durante o 1º Congresso Internacional da Raça Senepol, relaciona-se com “a capacidade que o animal tem de transformar o alimento ingerido em produto de origem animal”.

A eficiência alimentar dos bovinos está diretamente associada com o lucro na propriedade, uma vez que um animal que consome menos alimento e apresenta eficiência com a quantidade ingerida resulta em ganhos maiores para o proprietário. Para esclarecer como a avaliação do animal é relevante, a doutora utilizou dois exemplos para verificar “qual animal é mais eficiente, aquele que precisa de menos alimento para atingir a mesma produção esperada”, aponta.

Tomando como base dois animais, ambos com 450 kg e ganho de peso médio diário de 1,700 kg, o primeiro deles necessitou de 11 kg de matéria seca/dia para atingir o ganho médio diário mencionado, enquanto o segundo animal, nas mesmas condições, precisou de 13 kg de matéria seca/dia. Tomando o sistema de confinamento de 90 dias, o primeiro utilizou 990 kg, enquanto que o segundo demandou 1.170 kg de matéria seca.

“Essa diferença é de 180 kg de matéria seca entre um animal e outro, mas a produção é a mesma. Então, um animal custou mais caro para a produção, e com esse bovino é necessário refletir se ele precisa ficar no sistema. De repente o primeiro animal se destaca em outras características de importância econômica e é o mais eficiente, vai custar menos para a fazenda”, acrescenta Carina.

“Trabalhos mostram que animais de característica de herdabilidade média alta, o touro identificado como eficiente, tende a ter progênies também eficientes”, acrescenta. Com o exemplo apresentado pela doutora para esclarecer em números as vantagens econômicas que um animal apresenta se comparado a outro, observa-se que o animal eficiente imprime em suas proles características de eficiência.

Os dados apresentados podem representar um gasto pouco expressivo se levar em conta a comparação entre dois animais, mas, ao somar todas as despesas com alimentação em um criatório com muitos bovinos, o custo de produção com animais de baixa eficiência alimentar é muito alto. À vista disso, a análise demonstra a importância de selecionar os animais eficientes para ampliar os lucros no plantel.

 

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