Porta voz do Núcleo Feminino do Senepol destaca manejo de bezerros em rede nacional

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Publicado em: 24 de março de 2020
Porta voz do Núcleo Feminino do Senepol destaca manejo de bezerros em rede nacional

A ABCB Senepol estimula e apoia iniciativas de diversos grupos de criadores e associados que trabalham unidos em prol da raça.

O Núcleo Feminino do Senepol, por exemplo, atua em nível nacional e internacional para desenvolver ações que podem fomentar avanços da atividade pecuária.

Uma das bandeiras que o NFS defende é a do Bem Estar Animal. A engenheira agrônoma Talita Garcia, uma das porta vozes do grupo, participou recentemente do programa Bem da Terra, exibido pelo Canal Terraviva. A entrevistada contou para a jornalista Renata Maron como está sendo a experiência de treinar equipe e implantar as técnicas de manejo que visam as boas práticas nas fazendas de cria. “Ao transformar uma fazenda de recria e engorda em uma propriedade de cria, nossa preocupação inicial foi buscar informações para adaptar a nossa realidade. Aprender junto com a equipe e quebrar a resistência das tradições exigem determinação, mas sabemos que tudo isso contribui para facilitar a rastreabilidade, melhorar a qualidade e sustentar a rentabilidade do negócio”, explica Talita.

No manejo de bezerros recém-nascidos é essencial os conceitos de bem estar. O sucesso econômico da operação de cria depende do cuidado e da atenção dos vaqueiros para garantir que eles não sofram com dor e estresse desnecessários nessa fase e criem um vínculo com a equipe para o futuro. “O primeiro contato para a curar o umbigo e ministrar o vermífugo já envolvem uma massagem no bezerro. Essa técnica reflete em todos os manejos consecutivos e até no manejo de curral, onde costumam ficar mais agitados, percebemos mudanças e comportamentos surpreendentes. Teve um dia que o bezerro chegou a dormir nos braços do vaqueiro”, conta a criadora.

Serviço:

A seguir apresentamos o conteúdo de um material do MAPA com um resumo de recomendações que visam melhorar os procedimentos de manejo de bezerros ao nascimento, descrevendo a preparação de instalações e equipamentos para a estação de parição; apresentando as melhores práticas para manejo de bezerros recém-nascidos e mostrando como monitorar as condições dos bezerros durante as primeiras semanas de vida. Acreditamos que essas recomendações podem ser úteis para promover o bem-estar dos bezerros e a rentabilidade da operação de cria.

  1. Inspecione o local da maternidade antes do início das parições. Tape os buracos e certifique-se de que as cercas e os bebedouros estão em boas condições.
  2. Certifique-se de que equipamento e materiais que serão usados para identificar e cuidar de bezerros (medicamentos, tatuador, pasta para tatuagem, aplicador de brincos, brincos, tesoura, agulha, pinça, seringa, balança, etc.) estão disponíveis e em boas condições.
  3. Separe as vacas em final de gestação, levando-as aos pastos maternidade um mês antes da data provável do parto.
  4. As novilhas prenhas devem, idealmente, ser mantidas em outro pasto, separando-as de vacas multíparas durante a estação de nascimentos.
  5. Defina quem será responsável por supervisionar os partos e cuidar dos bezerros recém-nascidos.
  6. Visite o pasto de maternidade pelo menos duas vezes por dia, fazendo-o logo pela manhã e repetindo a tarde.
  7. Carregue sempre uma caderneta e um lápis (ou uma caneta) para anotações de campo.
  8. Esteja atento às dificuldades de parto, rejeição de cria e bezerro fraco; registre essas situações e informe o administrador ou o veterinário, para que sejam tomadas as providências necessárias para resolver os problemas.
  9. Morte de bezerro ou qualquer outro problema observado nos pastos de maternidade devem ser registrados na caderneta (condições climáticas extremas, ataques de urubu, cercas quebradas, etc.).
  10. Não maneje os bezerros recém-nascidos logo após o parto, faça-o de preferência após 6 horas do nascimento (quando o vínculo vaca-bezerro já está estabelecido). Atenção! Quando algum problema for detectado, aja imediatamente.
  11. Contenha o bezerro, segurando-o pela virilha e pescoço. Levante o bezerro um pouco, apoiando seu corpo em sua perna, então faça-o deslizar para o chão. Nunca jogue o bezerro no chão!
  12. Cuide do cordão umbilical.
  13. Identifique o bezerro, preferencialmente com uso de tatuagem.
  14. Pese o bezerro sempre que possível.
  15. Observe se o bezerro ingeriu o colostro e, em caso negativo, ajude-o a mamar. Anote na caderneta as causas prováveis da falha na primeira amamentação (tetos e úberes grandes, bezerro fraco, rejeição materna, etc). Estes bezerros devem ser ajudados até serem capazes de sugar por conta própria. 16. Mantenha visitas de rotina diárias, ou com a maior frequência possível, para diagnosticar qualquer problema, como bezerros apartados, fracos ou doentes.

(Autores: Matheus Paranhos, Anita Schmidek e Luciandra Macedo de Toledo)

 

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