Padrão Racial

PADRÃO RACIAL DAS CATEGORIAS PC1, PC2 E PO

CONFORMAÇÃO MORFOLÓGICA

CARACTERÍSTICAS
NOMENCLATURA IDEAIS PERMISSÍVEIS DESCLASSIFICATÓRIAS
1. Aparência Geral
  • O Senepol apresenta-se com porte médio a grande, de aparência forte, com boa massa muscular e equilíbrio entre os quartos traseiro e dianteiro, com um todo harmonioso.
  • As fêmeas evidenciam a feminilidade.
  • Machos evidenciam a masculinidade e o vigor.
  • Desenvolvimento médio em função das condições naturais da região criatória.
  • Tamanho e peso reduzido em relação à idade.
  • Constituição fraca ou grosseira.
  • Conformação leonina.
  • Debilidade muscular.
  • Nanismo.
2. Cabeça
2.1. Aparência Geral
  • De mocho verdadeiro, pequena, curta e magra, com marrafa alta, fronte larga e com uma leve depressão entre as orbitas.
  • Pesada, assimétrica, desproporcional em relação ao corpo.
2.2. Perfil
  • Subcôncavo (leve depressão entre as órbitas).
  • Convexo ou côncavo.
  • Acarneirado.
2.3. Fronte
  • Larga e plana, com leve depressão entre as órbitas.
2.4. Chanfro
  • O Comprimento varia de curto a médio.
  • Nos machos é reto, mais curto e largo.
  • Nas fêmeas mais estreito e comprido.
  • Desvio e depressão.
  • Acarneirado.
2.5. Focinho
  • Largo com narinas amplas e dilatadas.
  • Mucosa preta, vermelha, tendendo a coloração marrom, às vezes aproximando-se do tom rosado.
  • Mucosa do focinho rósea.
  • Lábio leporino.
  • Mucosa nasal despigmentada.
2.6. Olhos
  • Cheios, de escuros à claros e brilhantes.
  • Formato arredondado e ligeiramente saliente e afastados.
  • Cegueira unilateral adquirida.
  • Cegueira Bilateral.
  • Cegueira congênita unilateral.
  • Exoft��lmicos.
2.7. Orelhas
  • Variam de curtas a comprimento médio.
  • Textura média (cartilagem fina).
  • Faces internas do pavilhão voltadas para frente, posicionando-se acima do nível dos olhos.
  • Troncho de uma orelha.
  • Ausência unilateral de origem adquirida.
  • Rasgada.
  • Excessivamente longas ou pesadas.
  • Ausência bilateral.
  • Faces internas do pavilhão pendentes.
2.8. Chifres
  • Animais mochos.
  • Batoques.
  • Calo unilateral ou bilateral.
2.9. Boca
  • Abertura média.
  • Lábios firmes.
  • Prognatismo.
  • Inhatismo (ágnata).
3. Pescoço e Corpo
3.1. Aparência Geral
  • Pescoço alto, bem inserido à cabeça e ao tronco.
  • Nas fêmeas é longo e com musculatura pouco desenvolvida.
  • Nos machos é musculoso e de tamanho médio, com a musculatura no bordo superior mais desenvolvida.
  • Pescoço proporcional ao corpo, com implantação harmoniosa ao tronco.
  • Excessivamente curto e grosso, nas fêmeas.
  • Excessivamente longo e fino, nos machos.
3.2. Barbela
  • Moderada, podendo apresentar-se pregueada.
  • Grande ou reduzida.
3.3. Peito
  • Apresenta-se amplo, profundo e largo.
  • Com boa cobertura muscular.
  • Estreito.
3.4. Garrote
  • Projetando-se harmoniosamente acima das espáduas.
  • Nos machos a musculatura apresenta-se mais desenvolvida.
3.5. Paletas e Esp��duas
  • Aderidas ao corpo, moderadamente largas, bem ajustadas às costelas, com boas musculaturas e movimentos livres.
  • Nos machos apresenta maior musculosidade.
  • Nas fêmeas bem cobertas, sem excesso de musculatura.
3.6. Costelas
  • Largas e longas, oblíquas, bem arqueadas, afastadas entre si na parte superior e acompanhando razoável profundidade ao conjunto da linha inferior do corpo, evidenciando uma cavidade torácica ampla, com boa cobertura de carne.
  • ������������������ Pouco arqueadas e curtas.
3.7. Dorso e Lombo
  • Reto, largo e forte, tendendo para horizontal, evidenciando um bom desenvolvimento muscular.
  • Comprimento bom e harmonia na ligação com a garupa.
  • · Desvio de dorso e lombo (lordose, escoliose e cifose).
3.8. Tórax
  • Amplo e profundo, evidenciando boa capacidade respiratória.
  • · Nos machos entre o peito e a anca apresenta formato de um paralelepípedo.
  • · Acoletado ou estreito.
3.9. Ventre
  • Desenvolvido, demostrando boa capacidade digestiva.
  • · Bem estendido.
3.10. Cauda e Vassoura
  • Cauda fina com boa inserção.
  • Vassoura escura.
  • Vassoura com colora��ão pr����xima da pelagem ou mesclada.
  • Cauda com implantação defeituosa, excessivamente grossa, alta ou baixa.
  • Vassoura nitidamente de cor branca.
3.11. Ancas e Garupa
  • Ancas bem afastadas e no mesmo nível.
  • Garupa comprida, ampla, suavemente inserida no lombo, sem saliência ou depressão e bem revestida de músculos.
  • Ancas pouco afastadas ou demasiadamente salientes.
  • Garupa curta, estreita, caída e pobre de musculatura.
4. Pelagem
4.1. Cor
  • Vermelha uniforme.
  • Tons de vermelho variando de escuro até quase amarelo.
  • Nas fêmeas são admitidas manchas no ��bere, trás do umbigo, excluindo este, e na face interior de ambas pregas da virilha, sem sobressair lateralmente, com somatória das manchas brancas inferior a uma folha de A4.
  • Nos machos e fêmeas manchas com outros tons de vermelho e de preto em qualquer região do corpo.
  • Nos machos, mancha branca em qualquer regi��������o do corpo.
  • Nas fêmeas, manchas brancas a frente do umbigo e em área não sombreada.
4.2. Pelos
  • Curtos, finos e brilhantes.
  • Presença excessiva de pelo.
  • Pelos Compridos e grossos, principalmente na regi��o da marrafa, garrote, dorso, lombo, inserção de cauda, cauda e vassoura.
4.3. Pele
  • Vermelha ou preta.
  • Bem pigmentada.
  • Despigmentaç��o nas regiões não sombreadas.
PADRÃO RACIAL DAS CATEGORIAS PC1, PC2 E PO
EFICIÊNCIA FUNCIONAL
1. Temperamento
1. Temperamento
  • · Deve apresentar vivacidade, com bom tônus muscular e facilidade de movimentos.
  • · Nobreza no porte, tanto em equilíbrio como ao caminhar.
  • · Dócil, com boa aceitação ao trato humano.
  • · Olhar vivo.
  • · Selvagem ou bravio.
  • · Animal agressivo, que investe no momento da inspeção.
2 Membros
2.1. Membros Anteriores
  • · De comprimento médio, bem musculosos, afastados e bem aprumados, com ossatura forte, espáduas cobertas de músculos, inserida harmoniosamente ao tórax.
  • · Aprumos defeituosos, excessivamente longos ou curtos em desproporç��������o ao corpo.
  • ������ Ossatura débil.
2.2. Membros Posteriores
  • De comprimento m��dio, com coxas e pernas largas com boa cobertura muscular, descendo até os jarretes.
  • Pernas bem aprumadas e afastadas.
  • Jarretes e canelas com ossatura forte.
  • · Aprumos defeituosos, excessivamente longos ou curtos em desproporção ao corpo.
  • · Retos ou excessivamente curvos.
  • · Coxas e nádegas com formação muscular deficiente.
2.3. Cascos
  • · De tamanho médio, bem conformados e fortes.
  • · Coloração avermelhada ou preta (escuros).
  • �������������������� Cascos de coloraç����������o rajadas.
  • �� Mal Conformados ou com separação digital muito acentuada.
  • �� Casco branco.
Características Sexuais
3.1. Fêmeas
3.1.1. Feminilidade
  • Aspecto feminino geral, cabeça e pescoço refinados.
  • Mais leve no quarto dianteiro que no traseiro.
  • Andar fácil e elegante, com linhas harmônicas.
  • Aspecto subfértil.
  • Excessiva musculosidade.
3.1.2. Umbigo
  • Varia de médio a reduzido.
  • Excessivamente comprido e amplo.
  • Hérnia umbilical.
3.1.3. Úbere e Tetas
  • Úbere funcional bem inserido e balanceado, desenvolvido de conformidade com o número de parições e com boa irrigação.
  • Tetas proporcionais, tamanho médio e bem separadas.
  • Úbere penduloso, mal formado.
  • Tetas excessivamente grossas e longas ou desuniformes.
3.1.4. Veias Mamárias
  • Desenvolvidas, sinuosas, ramificadas e de bom calibre.
3.1.5. Vulva
  • De conformação e desenvolvimento normais.
  • Mucosa preta, vermelha e mesclada.
  • Atrofiada ou infantil.
3.2. Machos
3.2.1. Masculinidade
  • · Vigor, boa constituição e bom desenvolvimento muscular.
  • Manifestações fenotípicas evidentes de boa produção e função dos hormônios sexuais masculinos.
  • · Aspecto feminino.
  • Pouca musculosidade.
3.2.2. Bolsa Escrotal e Testículos
  • · Bolsa escrotal de pele macia e flexível, contendo dois testículos de desenvolvimento normal.
  • · Testículos simétricos e sem aderências.
  • · Ligeira assimetria.
  • · Criptorquidismo.
  • · Monorquidismo.
  • · Hipoplasia, hiperplasia.
  • �� Assimetrias acentuadas.
3.2.3. Bainha
  • · Reduzida.
  • · Média.
  • · Excessiva.
3.2.4. Prepúcio e Umbigo
  • · Recolhido, com a abertura dirigida para frente, não ultrapassando a linha dos jarretes.
  • É Umbigo reduzido não ultrapassando a altura do jarrete.
  • · Pequeno Prolapso.
  • �� Relaxado.
  • · Excessivamente comprido e amplo.
  • · Hérnia umbilical.
  • · Umbigo frouxo ou muito frouxo.
  • �� Prolapso excessivo.

NOMENCLATURA EXTERIOR DO SENEPOL


ficha padrão racial

GLOSSÁRIO

ACARNEIRADO – Convexidade no chanfro.

ANCA – Região par situada na porção anterior da garupa, formada pelas protuberâncias ilíacas.

REA SOMBREADA - Região inferior do corpo do animal. Parte debaixo do ventre. Linha ventral.

ASSIMÉTRICA – Que tem tamanho desigual. Quando nas regiões pares, uma é maior ou diferente da outra.

BARBELA – Região ímpar formada por pele que se mostra mais ou menos pendente, localizada no bordo inferior do pescoço, indo da entre-ganacha até a base do peito. Dependendo da proporção de sangue zebuíno do animal, pode ser mais desenvolvida e pregueada.

BATOQUE – Rudimento de chifre. Pequeno chifre.

CALO – Sinal, com espessamento da pele, sem pelos e sem protuberância córnea, observado na região do crânio onde, normalmente, estariam inseridos os chifres.

CHANFRO – Região ímpar da face anterior da cabeça, limitada na parte superior pela fronte, lateralmente pelas bochechas, e inferiormente pelas narinas.

CIFOSE - Linha dorso-lombar, com convexidade; arqueada.

CRIPTORQUIDISMO – Ausência dos testículos na bolsa escrotal, em virtude de sua retenção no abdômen ou no canal inguinal.

DESCORNADO – Diz-se do animal, cujos chifres foram retirados por meio físico, químico ou cirúrgico. Amochado.

DESVIO DE CHANFRO – Chanfro torto. Focinho torto.

ESCOLIOSE – Desvio lateral da coluna vertebral.

EXOFTÁLMICOS – Diz-se dos olhos, que ficam mais salientes, em relação à órbita ocular. Olhos “saltados”.

GARROTE – (cernelha ou cruz) Região ímpar situada entre o pescoço e o dorso, acima das espáduas. Nos machos esta região é sempre mais desenvolvida que nas fêmeas. Nas raças zebuínas, é sobre esta região que se assenta a giba (cupim), resultado do crescimento do músculo romboide.

GARUPA – Região ímpar de grande importância, situada entre o lombo e a cauda, acima das coxas, tendo como base anatômica o sacro e os coxais recobertos pelos músculos glúteos, psoas, esquio-tibiais, e outros, que aí formam espessas massas musculares.

HIPERPLASIA TESTICULAR – Aumento acentuado de volume do testículo.

HIPOPLASIA TESTICULAR – Redução acentuada de volume do testículo.

INHATISMO – Maxilar inferior curto.

JARRETE – (garrão ou curvilhão) Região par, situada entre a perna e a canela, formada anatomicamente pelas articulações meta-tarsianas e provida de ligamentos extremamente possantes. É uma região de grande importância, porque para ela, convergem as forças decorrentes do peso do corpo e do choque dos membros sobre o solo.

LÁBIO LEPORINO – Focinho partido, semelhante ao da lebre.

LEONINO – Maior desenvolvimento do anterior do animal, em desproporção ao seu posterior.

LORDOSE – Linha dorso-lombar côncava; selada.

MARRAFA – Nome dado especialmente a parte superior da fronte; É o lugar onde se implantam os chifres.

MOCHO – Diz-se do animal que nasce com ausência total de chifres.

MONORQUIDISMO - Presença de apenas um dos testículos, na bolsa escrotal. Roncolho.

NIMBURE – Saliência ou crista óssea saliente, de tamanho variável, no centro da testa – no osso frontal; que desce à parte inferior da fronte.

OSCA – Diz-se do animal que possui a cor dos pelos mais escuros em torno do focinho e dos olhos, e nas extremidades do corpo, como membros e cauda,

PROGNATISMO – Acentuada projeção do maxilar inferior, para frente.

VULVA ��� Região ímpar, situada abaixo do ânus, entre as nádegas, constitui a abertura externa das vias genito-urinárias nas fêmeas.


Os comentários estão encerrados.